7.09.2013

MAIS MÉDICOS PARA O BRASIL

Estamos em tempo de protestos reagindo contra o FEBAPA (Festival de Besteiras que Assola o País), inventado pelo saudoso Lalau Ponte Preta. Aliás, se vivo tivesse, não sabemos que sigla ele daria para os acontecimentos atuais, não dos protestos, mas do governo.

Vamos pensar que talvez ele estivesse comparando o que estamos vendo ai com algo parecido com a música "DANÇA DO COSSACO" do também saudoso Luiz Gonzaga, rei do baião.

Se alguém lembra é assim:
"Parecia até um frevo naquele vai e não vai"

Pois é como diz o matuto "o guverno tá indo mai num fondo". Traduzindo: "vai sem ir e vem sem voltar" ou seja, não sabe o que fazer diante do grito das ruas por conta da sua abominável incompetência e falta de Plano de Governo para atender as mínimas necessidades do povo. Esqueçamos sua competência para uma série de mazelas que cai na cabeça do povo. Cartão corporativo, jatinhos da FAB e o resto que todos estão carecas de saber. Mas Saúde? Educação?

Finalmente, falta de comprometimento com a Nação. O negócio já vem de longe, só que o povo perdeu a paciência agora. Já ouvimos um aboiador dizer: "no estouro da boiada sai da frente"

Oxente! O assunto é Médico. Mas é como dissemos acima, afora o que temos para dizer abaixo:

Você já foi ao SUS? Por sinal "Sistema de Saúde"  sugerido  como modelo para ser implantado nos Estados Unidos para atender os problemas de saúde dos "pobres" daquele País. Não sei se a proposta merece riso ou choro, mas, como não existe choro nem riso por leite derramado melhor esquecer.

Conhece você o salário de um médico do SUS nas Capitais? Mas conhece salários de Políticos não?
Conhece as excelentes condições de trabalho do SUS? Com filas intermináveis, gente deitado no chão, esperando atendimento?
Conhece um PSF (Posto de Saúde da Família) das nossas cidade do interior? Quando tem uma maca tem muito. Isto é, quando tem o PSF.

Pensou na responsabilidade de um médico em se deparar com um paciente que necessite de uma cirurgia pequena, mas que pode complicar e o médico não conta  nem se quer com um bisturi e o paciente tem que ser levado as pressas para um centro maior para ser atendido.

Só se os médicos de Cuba fazem milagre, não vou falar dos de Cuba, pois o sistema lá é de primeiro mundo. E aqueles dos outros paises? Vão encarar os grotões?

Senhores governantes antes de importar médicos pensem em infraestrutura, em medicamentos básicos, enfim em um plano de carreira para estimular nossos médicos, que têm que trabalhar em três ou quatro lugares para ganhar o suficiente para sustentar a família.

Mas sabe o que acontece? Os Médicos são "dazelite" e corporativistas e os que fazem o governo nos seus três poderes vão para o Sírio Libanês. É mole?



Tadeu Costa






11.23.2012

MINISTRO JOAQUIM BARBOSA

Dia 22 de novembro de 2012 - O Ministro Joaquim Barbosa assume a Presidência da Suprema Corte Brasileira.

Permita-me Excelentissimo Ministro usar de um tratamento bem simples. Quem diria que o negão de capa preta meu herói e, acredito, que para todo povo brasileiro de vergonha, você também é um heroi. A grande maioria dos Ministros do STJ também o foram. De qualquer modo a gente deixa as exceções de lado.

Você Joaquim, o negão, possivelmente indicado para o Supremo por um ato demagógico e
você a partir daí passaria a ser o primeiro negro brasileiro Ministro da Suprema Corte. E você não precisou de cota para negro para chegar onde chegou, não foi Joaquim?

Quando nós brasileiros vamos chegar a ter uma política educacional básica, séria e de responsabilidade, para que esta vergonha que está ai não precise ser encoberta por malabarismos políticos de cotas para "negros", "brancos", "indios"  criando diferenças (ou melhor dizendo, um racismo induzido) em nosso povo orgulosamente miscigenado.
Quando teremos um nível de educação para todos em igualdade de condições?

Você Joaquim, junto com a maioria dos Ministros do Supremo inaugurou uma nova era na Justiça Brasileira, você junto com eles mostrou que gente alta "de curriculum", como afirmam, e se sentem injustiçados (de que?) são iguais aos pobres e negros, mulatos, cafusos, etc. são iguais perante a lei quando prevaricam.

Você levantou o brio dos demais ministros e não se intimidou com manobras políticas espúrias e demagógicas. Você e eles mostraram que a justiça está acima deste ou daquele partido. Ou dos que acham que são superiores à Lei.

Você Joaquim não é negro, você tem pele escura, como todos os miscigenados desta Nação, que expressam seu fenótipo, dependendo de uma maior ou menor contribuição do genótipo e que, a partir de agora, começa verdadeiramente a desabrochar como um País que um dia vai orgular seus filhos diante do contexto das grandes nações.

Mesmo considerando você um negro puro este fato é um motivo de orgulho pelo menos para a maioria dos Brasileiros.

Tenho pele branca, mas meus ascendentes são afrodescentes, indios descendente e ibérico brancos descendentes, todos fazendo a maior Nação miscigenada da face da terra, pois mesmo algumas etinias mais conservadoras que aqui vivem, uma boa maioria encontra-se miscigenada com nossas raças básicas.

Todos são iguais perante a Lei, pelo menos este é o principio maior da Nossa Carta Magna, que o STJ soube aplicar nesta "Ação Penal 470"

Cofesso que ao ler o noticiário as lágrimas vieram-me aos olhos, vendo a fisionomi alegre e orgulhosa de sua querida "maezinha", como você se referiu a ela e a satisfação e alegria de terem em sua família um filho e irmão de coragem, atual Presidente da Suprema Corte do Brasil.

Meu Herói é Negão e veste toga preta.
Com muito respeito
Judas Tadeu de Medeiros Costa
Recife - Pernambuco.

9.28.2012

ESPÉCIES EXÓTICAS INVASORAS



Na presente postagem, assumimos inteira responsabilidade da nossa visão ambientalista na intenção de desenvolver discussão sem paixões, dando atenção para um assunto, a nosso ver muito contraditório, no que toca às espécies vegetais que atualmente pretende-se denominar “exóticas invasoras”. Muitos ambientalistas têm olhado este fenômeno como um grande problema, sem que se tenha feito estudos mais aprofundados, temos antes de mais nada levarmos em consideração nossa capacidade de com inteligência sabermos e podermos contornar os problemas que possam vir ou não a aparecer.

Se voltarmos ao passado, antes da deriva continental onde existia a chamada “pangea” ou continente único, teremos que admitir que nesta situação todo o processo evolutivo da fauna e da flora, como hoje a conhecemos, já estava de certa forma delineado, pelo menos para alguns grupos faunístico e florísticos. Exceto se para alguns, a teoria da “pangea” seja falsa.

Após a formação de vários continentes por conta deriva continental, temos que levar em consideração que muitas espécies já estáveis encontram-se presentes na Amazônia, na Floresta Atlântica Brasileira e na África, embora não se encontre na depressão sertaneja, fenômento geológico ocorrido depois da deriva, que propiciou a extinção de algumas destas espécies devido às novas modificações edafo climáticas que contribuíram para isto, são encontrados destarte indício fosseis de espécies que ocorria na Amazônia e na Floresta Atlântica.

O gênero Podocarpus, por exemplo, é ainda encontrado nos brejos de altitude, aqui no próprio estado de Pernambuco em Brejo dos Cavalos em Caruaru. Além disso, depósitos fósseis deste mesmo gênero são encontrados em regiões atualmente áridas, tanto no estado de Pernambuco, como do Ceará. A paleobotâmica da região semi-árida nordestina é pobremente estudada.

Espécies “atuais”, como por exemplo Symphonia globulifera L. f. ocorre na Amárica tropical desde o México até Brasil e Peru na África tropical desde Guiné Bissau até a Tanzania, oeste de Zambia e Angola, e possivelmente também em Madagascar. Pelo visto esta espécie não é endêmica do Brasil. Contudo, está presente na Amazônia brasileira, na Floresta Atlântica e na África.

Por uma questão lógica sabemos que a deriva continental não ocorreu da noite para o dia o que pode-se aferir que a dispersão ocorreu de modo natural à medida que os continentes se afastavam. Devido ao fenômeno do isolamento é possível, senão provável que espécies da América do Sul e da África não se cruzariam hoje, conforme o conceito de muitos autores estudiosos da genética de populações vegetais ou animais que se tornaram isoladas.

Vários gêneros botânicos encontram-se presentes no continente Sulamericano e Africano, entre as palmeiras (Arecaceae) temos Elaeis,  Raphis, com espécies diferentes num e noutro continente e ainda. O gênero Nypa, com uma única espécie Nypa fruticans é atualmente encontrado como invasora da vegetação de mangue desde o Sry Lanka no Delta do Ganges até a Austrália e nas ilhas Solomão e Ryukyu, invadindo áreas de Manguesal, por isto, chamada “palmeira-mangue”. No entanto Elias Dolianitti encontrou um fruto fóssil deste gênero na Formação Maria Farinha do Paleoceno do Nordeste, no Estado de Pernambuco, cuja espécie foi denominada Nypa pernambucensis e é muito provável que sobrevivesse em ambiente de manguesal.

Pelo que foi dito acima não são poucos gêneros e espécies de distribuição continental distinta. Desta forma o conceito de espécies exóticas e invasoras deve ser olhado com maior amplitude, principalmente se for levado em consideração que o animal humano está também integrado ao meio ambiente e por conseqüência tem atuado de forma tal que certas espécies que lhes são benéficas, principalmente do ponto de vista cultural (religioso, alimentar, etc) têm sido introduzidas com a sua expansão na conquista de outros ambientes.

Quando da colonização brasileira por Portugueses e outros povos seria natural que fossem transferidas ou introduzidas diversas espécies para o seu novo habitat. Vários exemplos podem ser citados, tais como o “dedê” Elaeis guineensis Jacquin, usada pelos negros no continente africano, não só em suas crenças religiosas, mas como elemento de culinária ligados a elas, e que, hoje é base de muitos pratos da culinária nordestina, principalmente na Bahia. A mangueira, a azeitoneira, jaqueira, frutapãozeiros e tantas outras plantas comestíveis e ornamentais tiveram o mesmo destino.

O dendê, a exemplo de muitas outras espécies encontrou, aqui clima favorável, além de dispersores naturais, que contribuíram para sua distribuição por quase todo o território nacional, sendo considerada hoje uma espécies subespontânea. Praticamente, não a nível tão rápido aconteceu com a mangueira, azeitoneira, etc.

Seriam estas espécies invasoras? Que alguns grupos radicais queiram eliminá-las? Hoje, estas espécies, estão presentes na maioria dos fragmentos da Floresta Costeira Nordestina e contribuem substancialmente para a economia do sistema alimentando roedores, pássaros e outras categorias animais, incluindo o homem.

Afinal, estamos ou não diante de uma teia que se interrelaciona nas palavras de Frijof Capra? Tentem eliminar o dendê de nossas matas numa sanha “xenofóbica” de conservadores “puristas”, que muito breve após a supressão verão brotar novas plantas a partir de sementes que são enterradas por muitos roedores, que com a intenção de posteriormente degustá-las esqueceram onde as tinham enterrado.

Considerando os ecossistemas autóctones do Brasil esquecem que as extensas áreas de babaçu (Orbignya phalerata) nada mais são que uma vegetação secundária da chamada Zona dos Cocais do Fitogeógrafo Sampaio, assim denominada em sua Fitogeografia do Brasil, hoje denominada Floresta Dicótilo Palmácea, onde o babaçu nada mais é que um invasor.
Roedores diversos, principalmente as cotias enterravam os frutos do babaçu, que, com a derrubada das dicotiledôneas para diversos fins, os frutos enterrados germinavam numa invasão descontrolada criando os atuais cocais.

No entanto, esta “invasão” propiciou uma grande fonte renovável para alimentação, produção de óleo para as populações humanas e tantos outros benefícios, que infelizmente nossa entidade governantes não souberam aproveitar e continuam sem fazê-lo.

Somente o aproveitamento dos endocarpos e epicarpo, após a extração das sementes, poderia através da industrialização de “pelets” sustentar toda necessidade calórica do polo gesseiro nordestino evitando a supressão das nossas caatingas.esseiro nordestino evitando a supresss e epicarpo, apos frutos do babaçu, que com a derrubada das dicotiled sistema alimentando

Quem pode duvidar da importância da introdução da “algaroba” (Prosops sp.) no semi-árido nordestino em termos de resistência as prolongadas estiagens e produção de frutos ricos em proteínas para alimentação do gado vacum. Vamos destruir os algarobais?

Precisamos sim de uma visão de maior amplitude, isenta de fundamentalismos, para que busquemos formas de desenvolvimento sustentável levando em consideração a importância de cada espécie, seja ela exótica ou nativa. Nossa necessidade hoje é integrar cada vez mais o homem em seu ambiente, onde o mesmo possa viver através do manejo responsável em harmonia com o lugar em que vive e tirando do mesmo suas necessidades de sobrevivência, incluído como co-participante da natureza, enfim, da teia da vida. 

Aproveitamos o “slogan” da nossa Presidente de que “País rico é pais sem miséria” mas nunca chegaremos a tal sonho se não lutarmos pela educação e pela integração do homem em harmonia com o meio em que vive e não demonizando-o como um paria destruidor. Acredito num desenvolvimento sustentável com ou sem plantas exóticas e/ou invasoras


Tadeu Costa

8.25.2012

União Poliafetiva


Ora vejam só: esta semana vi na imprensa escrita a notícia do registro em cartório de uma Certidão para comprovação de uma união estável entre um homem e duas mulheres, à qual deram o nome de UNIÃO ESTÁVEL POLIAFETIVA. 

O trio amoroso já havia procurado vários catórios sendo negado ao mesmo o registro da tal Certidão. Os protagonistas buscaram os cartórios para através do dito documento garantir a partilha da venda de uma casa e por consequência quando um deles morrer ficar assegurado aos remanescentes o direito da partilha dos bens.

Finalmente os atores da busca conseguiram seu intento e foi lavrado o termo de UNIÃO ESTÁVEL POLIAFETIVA, 

O Oficial ou a Oficial do dito cartório justificou a validade do documento uma vez que os mesmos não eram casados civilmente, mas que mantiam a dita união em perfeita coexistência pacífica, e, que ainda existiam vários casos de uniões dessa natureza por todo País, de fato mas não de direito.

Acho que já está na hora de uma revisão das leis regularizando casos desta e de outras naturezas. Com relação aos homossexuais o problema está praticamente resolvido, várias notícias têm sido dadas de casamentos oficiais de pessoas do mesmo sexo, que recebe o nome técnico de CASAMENTO HOMOAFETIVO. 

É bom afirmar que antes da aprovação do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, normalmente os cartórios já emitiam Certidões de UNIÃO ESTÁVEL HOMOAFETIVA.

Gostaria de chamar atenção para não ser acusado de Homofóbico que não tenho nada contra ao chamado popularmente "casamento gay" seja ele sob forma de Cerdidão de União Estável e agora União civilmente concretizada como CASAMENTO HOMOAFETIVO.

Minha sugestão é muito mais avançada e nada discriminatória, já que estamos ou pelo menos se diz que estamos em um regime democrático, diante dos fatos acima relatados pelo menos, os cidadãos que pagam impostos têm o direito de viverem da melhor maneira que achar em termos de relacionamentos afetivos.

Como DIVULGAR É PRECISO chamo atenção aos Senhores Legisladores sobre o emprego correto dos termos para os mais diversos relacionamentos, pois segundo as nossas leis fala-se em CASAMENTO MONOGÂMICO, não sendo a POLIGAMIA permitida por lei no País. Está na hora de ir fundo as nossas orígens linguísticas.

Para começar, os termos linguísticos utilizados, tais como "monogâmico" e "poligâmico" são errados "gamos" em grego siginifica gameto ou gameta, elementos celulares responsáveis pela reprodução. O espermatozoide é o gameta masculino e o óvulo é o gameta feminino.

Portanto, seguindo os termos da lei ao pé da letra, não estamos infringindo ou violando a lei se um homem manter uma união estável e pacífica com mais de uma mulher ou uma mulher viver uma união estável com mais de um homem, uma vez que isto não tem nada a ver com o termo poligamia.

A palavra grega que dá origem à palavra "mulher" em português é "gyne", daí que o médico que cuida da saúde genital da mulher é chamada de "ginecologista" e a palavra grega que dá origem à  palavra "homem" em português é "andros".

Como gostei dos termos "poliafetivos" e "homoafetivo" vamos acabar com este termo superado denominado casamento e permitir por lei todos os tipos de uniões e sugiro os seguintes temos corretos aos Senhores responsáveis pela criação das leis e que estas sejam bem democráticas em termos dos relacionamento da diversidade dos gêneros:

Coexitência pacifica entre casais homossexuais e seus desdobramentos (transgêneres, travestis, etc.)
UNIÃO HOMOAFETIVA, se quiser manter o "antigo" termo casamento, então CASAMENTO HOMOAFETIVO.

Coexistência pacífica entre um homem e uma mulher, heterossexuais portanto:
UNIÃO AFETIVA ANDRÓGINA (andros=homem e gyne=mulher)

Coesistência pacífica entre um homem e mais de uma mulher heterossexuais
UNIÃO AFETIVA POLIGINICA. (duas ou mais mulheres, do grego gyne)

Coexistencia pacífica entre uma mulher e mais de um homem
UNIÃO AFETIVA POLIÂNDRICA (dois ou mais homens, do grego andros)

Se finalmente se adotasse a Coexistência pacífica entre heterossexuais e homossexuais e seus desdobramentos como dito acima, ai sim teriamos a verdadeira UNIÃO POLIAFETIVA, ou UNIÃO AFETIVA POLISSEXUAL

Aí seríamos um povo feliz, sem choques com Leis e Códigos e todos seriam beneficiados somente com uma simples Certidão de contratos em cartórios sem as interpretações discordantes e sem burocracias.


Tadeu Costa




 


7.29.2012

Professor Geraldo Mariz - Depoimentos

Como escreví em minha postagem anterior Professor Geraldo Mariz era uma pessoa "sui generis" e para que todos conheçam este grande ser humano tomei a liberdade de reproduzir nesta postagem os depoimentos que recebi por e-mail, tanto de seus ex alunos e pessoas que o conheceram, quer pessoalmente, ou através das palavras dos amigos. Ao mesmo tempo que agradeço palavras de carinho dos amigos. Sobre PESSOAS como você Professor Geraldo - Meu querido e eterno Jovem Mariz, como o costumava chamar, DIVULGAR É PRECISO.
Seu aluno
Tadeu


Artur Galileu de Miranda Coelho
Uma que consegui com minha sogra Maria José, que conheceu Geraldo Mariz quando jovens, e também reportada por ele próprio quando soube que eu conhecia o Coronel Carlos Anequim Dantas: Alistado no Exército, G. Mariz (e um seu amigo Wlisses) faziam parte de uma formação dos recrutas para a primeira apresentação aos oficiais. 
Chega o tal coronel Anequim, considerado brabo e severo, e vai perguntando o nome de cada um, profissão, endereço etc. Ao perguntar onde os pais dele moravam, Geraldo Mariz responde de pronto: meu pai mora no cemitério! O coronel baixou a cabeça, certamente prendendo a risada, por alguns segundos, não falou nada e prosseguiu com o interrogatório.

Galileu refere-se a inusitada presteza que o JOVEM MARIZ dispensava aos seus alunos

algo parecido aconteceu comigo: Mostrei ao Dr. Geraldo Mariz uma flor esquisita que eu havia coletado em Fragoso (hoje vila de Ouro Preto, creio já em Paulista), nas proximidades do riacho Piaba de Ouro. Dentro da mesma havia um inseto morto.
Não demorou muito, com seu fusca, logo saimos da UFPE (CFCH)  ao local da coleta. Tratava-se de uma Aristolochia, talvez brasiliensis.
Saudações,
Galileu

Lembrança das aulas do Mestre Geraldo Mariz.
Da esquerda para a direita:
Lauro Xavier Filho-Carmélia-Geraldo Mariz-Lydia Silva-Deoclécio Guerra-Luciano Santos Lima-Auremar-?.
Na frente de Lauro, sobre uma caixa, o livro Botânica Sistemática!

Foto de Galileu Coelho


Marlene Barbosa
São várias, inusitadas e por demais interessantes as histórias que envolvem Dr. Geraldo Mariz; agora, mesmo, lendo em voz alta para Dilosa, o curioso relato de Argus, me vi surpresa quando minha irmã falou sobre outra lembrança de Dr. Geraldo, ainda, sobre a tal "bata"! Segundo Dilosa, certa vez, ele frisou a respeito de um curioso pedido feito à sua esposa, Dona Maria Hilda: - "Mª Hilda, quando eu morrer, quero ser enterrado com a minha bata! - tendo, então, respondido D. Mª Hilda: - "Geraldo, você já viu morto ter gosto?" Depois de concordar com o quê a esposa havia falado, deu uma daquelas gostosas gargalhadas! Abraços, Marlene

Pessoal... são histórias que não acabam mais... e boas!!! Essas abaixo, Dilosa se lembrou quase agora, tomando o café da manhã...

     1 -  Recém formado, Dr. Geraldo, foi desafiado por alguns colegas, com aquela imposição do tipo "duvido você fazer!" de que ele não seria capaz de andar com uma cuia de queijo do reino, em uma rua movimentada de Recife, durante o horário de pico do comércio! O Mestre, "na lata", topou a provocação e afirmou que faria questão da presença desses colegas, como "testemunhas" do ocorrido! Então, ele assim o fez: andou de paletó, gravata e uma reluzente CUIA à cabeça, para cima e para baixo, com a cabeça bem erguida, na maior moral, em plena rua Nova - à época, a mais chique e movimentada de Recife!!!  

     Meu Jesus, eu não gostaria de ter presenciado essa cena? 

     2 - Já aposentado e depois que ele sofreu o primeiro enfarte, após a viagem à França, Dilosa o questionou da seguinte forma: "Mas... Dr. Geraldo...como é que o senhor tão magro teve enfarte? De imediato, ele retrucou dizendo: "Dilosa, isso não quer dizer nada, o problema é que sou MAGRINHO por FORA e GORDO por DENTRO!!! 
                  Bjos.,parab todos. Marlene



Este era o Mestre que tudo fazia pelos seus alunos, basta ler o depoimento da amiga Dilosa:

Dilosa Alencar Barbosa
Numa certa manhã de um dia bastante chuvoso, eu e Laise, recém contratadas pelo Deptº de Botânica/UFPE (no então 8º andar do CFCH), abordamos Dr. Geraldo que estava chegando para trabalhar, na tentativa de que ele identificasse uma Guttiferae à mata de Dois Irmaõs, onde estávamos realizando um balanço hídrico. Dr. Geraldo que havia de estar sem falta a uma reunião à Reitoria, não titubeou e de imediato foi conosco e entrou na mata de paletó e guarda-chuva! Laise, talvez, tenha a foto dessa façanha!
Abraços, Dilosa

 


Argus de Almeida
Também tive a honra de ser seu aluno de Botânica no início dos anos 70 do século passado.
Logo na primeira aula ele chegou cantando com um buquê de flores de ipêsinho na mão e perguntou a cada um de nós qual era o nosso interesse em botânica. Valdecí um colega nosso, respondeu que não se interessava e de que estava ali por obrigação. Ele então disse:
"- Abra o seu coração para a botânica, Valdeci!", dizendo isso abriu a sua bata de cima em baixo soltando todos os seus botões no chão! Boquiabertos com a cena, começamos a catar os botões no chão da sala, quando ele falou para nossa maior surpresa: " - Não precisa se preocupar em catar os botões. Eu de propósito digo a minha esposa para pregar os botões bem frouxos para fazer esta cena que voces viram".
Assim eram as suas aulas de botânica!
Saudades do Professor Geraldo Mariz!
Argus.

Lembro que na época da nossa graduação no início dos anos setenta do século passado, na UFPE a Botânica era constituída por excelentes professores pesquisadores tais como Dr.Geraldo, Laíse, Dilosa e José Luiz, ao contrário da Zoologia que era uma lástima...
O que sei de botânica até hoje devo a estes professores. O livro texto era do Joly e as apostilas com chaves para famílias vegetais da Profa.Graziela Barroso (o Mário Sette tentava decorar os caracteres decisivos da chave: “tricoca lactescente– Malpighiaceae!”). Esta formação era completada pelo pessoal da ecologia tais como Osvaldo e Tadeu com intenso trabalho de campo. Fui estagiário de ecologia e minha formação zoológica devo muito mais a Galileu e Deoclécio, completada pela prática de Mariola, aos trabalhos de campo do que nos livros de zoologia. Lembro-me das nossas inesquecíveis excursões de campo em Saltinho, Serra Negra e Vale do Catimbau.
Nas nossas aulas de botânica, Dr.Geraldo solicitava que coletássemos flores para estudar nas aulas. Severino e José Ivan, sempre trabalhavam juntos na coleta. Enquanto Severino coletava todas as flores possíveis, Ivan, com vergonha, enfiava-as nos bolsos da bata e dizia “Severino, olha o povo olhando !”. Quando chegaram a sala de aula, Dr.Geraldo perguntou quais as famílias que haviam coletado, Severino, muito falante, começou a estropiar os nomes das famílias vegetais, Dr.Geraldo aí disse: “Meu Deus! um cego guiando o outro!”
Argus.



Tiago de Arruda Pontes
Não cheguei a conhecê-lo, mas com certeza sua ausência vai soar sempre como uma presença inesgotável na vida de quem passou pela vida deste que agora está nos observando lá de cima.

Fica a lembrança e o exemplo de pessoa e profissional em nossa área que a cada dia se torna mais concorrido e menos humano. Não deixemos de lembrar de figuras importantes como o prof. Geraldo Mariz.


Abraços!



Marcondes Oliveira
Quero espressar minhas homenagens ao saudoso Prof. Geraldo, tive a oportunidade de conhecê-lo e conversarmos muito, onde o mesmo me incentivou a prosseguir na botânica.

Reconhecido pela sua irreverência e de personalidade forte, a muitos deixa seu legado e seus contos. Profundo conhecedor de nossa flora pernambucana, em especial, pelas Guttiferae. Amou o que fazia!

Grande homenagem aqui retribuida pelos seus contemporâneos a alguém que merece todo o nosso respeito e ainda "em vida" recebeu a devida homenagem emprestando seu nome ao Herbário UFP.

Sua dedicação à ciência foi seu maior exemplo.
Descançe em paz Prof. Geraldo, 

Katia Porto
Data: Domingo, 29 de Julho de 2012, 22:53
muito comoventes e bonitas as homenagens ao Dr. Geraldo. Gostaria de expressar também a
influência dele sobre a minha vida profissional. Eu não entrei no Curso de Ciências Biológicas para fazer
botânica ( Severino de vez em quando me cobrava isto!) e foi Dr. Geraldo que talvez sem sentir e se dar conta, me
trouxe para esta área. Lembro também que ele foi um dos que mais me apoiaram na saída para o Doutorado. Ele foi
impar! Que bom que se fez uma justa homenagem a ele, em vida, no Herbário e ele ficará imortalizado. 
Aquela aula que Argus relatou também foi inesquecível! As pessoas queridas infelizmente nos deixam, mas depois a gente
se encontra!
Obrigada e abraço,
Katia 




Osvaldo Carneiro de Lira
Saudades de meu professor de botânica, amigo e companheiro de caminhadas no Parque  da Jaqueira
Osvaldo

Quem se lembra da musiquinha"flor calcarada, flor não calcarada?" O jovem Mariz, que não tinha medo de fugir do convencional para transmitir os conhecimentos da botânica. Muito obrigado dr. G. Mariz.
Osvaldo 


Fátima Araujo

Lamento a notícia da partida do professor Gerado Mariz.Infelizmente não tive o privilégio de seu convívio, mas as poucas vezes, em que o encontrei no herbário foi de uma cordialidade e presteza marcantes para mim.

Obrigada pela homenagem mais do que justa.

São poucas os novos professores que hoje são também educadores para vida...

Sua foto na porta de entrada do herbário UFP sempre foi uma lembrança diária para lembrarmos de homenageá-lo, não esquecê-lo...lembrar de sua obra e contribuição à botânica.

Uma frase me chamou atenção em seu escrito..." o papel nas costas..."pois também já usei e ainda uso essa didática com meus alunos para aprender sobre as famílias e também sobre nomenclatura botânica.

Ano passado fiz a quadrilha junina dos nomes. Os alunos adoraram.Isso ninguém nunca me ensinou.Nasceu repentinamente em mim tais ideias e outras tantas para facilitar o processo ensino aprendizagem. Feliz então por ter imitado nosso querido Geraldo Mariz.

Solidarizo-me com toda família e todos que também fazem parte do herbário Geraldo Mariz.

Abraço

Deoclécio Guerra
Inesquecível. O livro era de Alarich Schultz (acho que é assim que se escreve), de capa verde em 2 vols.Aulas práticas com nosso inesquecível mestre G. Mariz (carinhosamente conhecido como Geraldo Florzinha!).
Ah!  ... brácteas coloridas ... androginóforo.... indivíduos monóicos e dióicos.....

Tadeu Costa
Porque ficaria sem dar também depoimentos. O Jovem Mariz nos contava alegremente suas aventuras. Coletando amostras do gênero Clusia ele encontrou na Praça do Derby um exemplar florido de Cusia fluminensis. Professo Geraldo não teve dúvidas, tirou os sapatos e subiu naquela árvoreta e fez a coleta de sua amostra, todos olhavam admirados aquele ato para todos estranho, um senhor trpado em uma árvore na Praça do Derby. Alguém que estava por perto falou: esse cara é um doido! E ele nem estava aí para os espectadores. Desceu com suas amostras calçou o sapato e foi embora. Me contou isto com suas gostosas gargalhadas.

Laise de Holanda Cavalcanti Andrade
Ficou muito bom e os depoimentos estão completando e, ao mesmo tempo, demonstrando que ele influenciou e é admirado até por quem não foi diretamente aluno dele ou companheiro de trabalho/pesquisa.

Aquela da bata eu não sei se aconteceu mais de uma vez mas eu acrescento: um dia , ele chegou de uma aula e me disse: Laise, hoje a aula foi ótima, dei uma de Chacrinha, só faltou jogar o bacalhau! e acrescentou: eu disse aos alunos, vocês tem de se abrir para a Botânica, fazendo um gesto com a bata e saltaram todos os botões. Fui então pegar agulha e linha e enquanto pregava os botões ele ia dizendo: te costuro em vida para não te costurar na morte, fazendo alusão à mortalha que se costurava no morto.
Abraço,
Laise

Olá a todos

Pois é, Dr Geraldo consegue atuar até quando não está mais aqui: reuniu ex-alunos e amigos que não se comunicavam há anos e fez de sua ausência uma presença! 
Cá pra nós, tenho pra mim que ele já anda aprontando lá em cima....e Da Maria Hilda deve estar dando aquelas discretas cotucadas nele...

Na história da bata, tenho o segundo capítulo: ele chegou dizendo o que havia aprontado na aula e falou assim: Laise, dei uma de Chacrinha hoje, só faltou jogar o bacalhau! e contou o que aconteceu com a bata quando disse aos alunos que eles tinham de se abrir para a Botânica. Peguei agulha e linha e fui costurar os botões, ele ainda vestido com a bata. Enquanto a agulha ia e vinha, ele recitava: te costuro em vida para não te costurar na morte, te costuro em vida para não costurar na morte, te costuro...numa alusão aos antigos, que costuravam a mortalha.

Vocês lembram do dia que ele conseguiu uma escada Magirus com os bombeiros e foi coletar numa árvore bem alta na praça de Casa Forte?

E do complô para votar em Buchinho para chefe do Departamento de Biologia Especial, sabendo que Geraldo Almeida já tinha ganho certo?

Abraços

Laise

Lembrei hoje pela manhã de mais uma dele, que ele próprio me contou:

Certo dia, ao terminar aula na FAFIRE, foi para o ponto de ônibus, para voltar para casa. 
Inquieto, sentia que havia esquecido alguma coisa. 
Olhou para aquele guarda-chuva grande e preto que quase sempre carregava, para a maleta e nada, estava tudo ali. 
De repente, lembrou: era o carro, que acabara de comprar!

Abraço,
Laise




TUMA PROFESSOR GERALDO MARIZ 1966. Enviado por Laise. Esta foi também minha turma.
Da direita para esquerda em primeiro plano Laise, Maria do Carmo, Abgail (de saudosa memória) e Marluce Aluli

Lucy M. de la Mora
Como tantos outros, fui bastante influenciada por G.Mariz, na escolha da minha área profissional, as algas de água doce. Isto começou, quando fizemos nosso primeiro trabalho de Botânica, na faculdade. Fiquei apaixonada por aqueles vegetais de formas tão bonitas e delicadas, e caprichei no trabalho. Dr. Geraldo gostou tanto, que me convidou para estagiar no IPA. Com algumas restrições , tinha que trabalhar um pouco com o herbário, comecei minha pesquisa sobre as algas. Aliás éramos quatro, Lucy, Tadeu, Osvaldo e Aninha Barros Lima. Na época, pouco se estudava sobre as microalgas, e G.Mariz me orientava com amadorismo, porém cheio de paixão, como em tudo que fazia. Transmitiu-me todos os conhecimentos que tinha, sobre a microflora de água doce, até que chegou um dia que me aconselhou á ir fazer um estágio com Bicudo, em S.Paulo. Mas nunca deixei de procurá-lo para mostrar-lhe o que andava fazendo, e sempre vibrava com minhas descobertas. Como aquilo me estimulava e me fazia bem.
Histórias engraçadas, tenho muitas, mas precisaria colocar em ordem para descreve-las.
Certamente que amanhã, estará conosco na missa, nos vendo com alegria , como sempre fazia.
Tadeu, o links está tão bom, que não sei se devias colocar mais alguma coisa, mas tudo que disse foi pensado enquanto te escrevia.
Obrigada por me fazer participar desta homenagem ao nosso querido e amado professor Geraldo Mariz.
Beijos, Lucy

Isabel Machado
Pessoal,

É mesmo impressionante a força aglutinadora de Dr. Geraldo Mariz. Reunir seus ex-alunos, discípulos ou não, mesmo após seu falecimento... Ele foi mesmo uma figura ímpar! Lembro dele no auditório da extinta SUDENE falando para minha turma quando faltou energia e ele continuou saltitante seu discurso feliz, com aquela sua voz característica, transformando aquele momento tenso em um relax para todos. Estarei na igreja de Casa Forte logo mais.

Abraços,

Isabel

Jorge Fontella Pereira - 09.08.2012
É com tristeza que recebemos a notícia da partida do nosso querido irmão e colega  Geraldo Mariz. Tivemos a satisfação de participar com  o mesmo na banca de Mestrado de Tadeu Medeiros sobre as palmeiras de Pernambuco, bem como de usufruir da alegria de sua companhia em diversos eventos realizados no Brasi. Oremos a DEUS TODO PODEROSO que o receba também com alegria, a mesma que ele sempre manifestou neste plano terreno. Os meus sentimentos aos colegas de Pernambuco e de todo o Brasil por tão grande perda.
Jorge Fontella Pereira
 
Fotos enviadas por Marlene Barbosa 
Tadeu, conforme prometi, estou enviando a fotografia de Dr. Geraldo com Padre Sehnen, em coleta à mata do Brejão/PE; a escrita referente à parte central da fotografia (inclusive, o ano), pertence ao Mestre Mariz. Agradeço, desde já, a inserção da imagem/blog. Abraços, Marlene 
 
 


  

7.27.2012

Professor Geraldo Mariz


PROFESSOR GERALDO MARIZ


É com grande pesar que faço esta postagem para falar de você querido Professor Geraldo Mariz, que ontem, dia 26 de julho deste ano de 2012 deixou nosso convívio para juntar-se ao Não Manifesto, melhor dizendo, você não nos deixou, apenas passou a continuar manifesto em nós, não em sua forma humana, mas em uma manifestação especial em nosso pensamento, pois o Não Manifesto esta manifesto em tudo e em todos em suas diversas formas.
O tempo passa rápido meu querido Professor Geraldo! No dia 21 de dezembro de 1946, 22 alunos da então Faculdade de Farmácia da antiga Universidade do Recife (hoje UFPE) colaram grau no Clube Internacional e você foi o orador da turma. Nascia ali não o Farmacêutico, mas o Botânico de coração. Não o simples Botânico, mas o Botânico em todos os seus aspectos, o verdadeiro difusor da “Scientia Amabilis”.
Aquele que não iria formar só novos Botânicos, mas que iria, além disso, formar o caráter dos seus alunos. Não o simples Professor, mas o Professor Educador, que em 1963 eu e mais 21 colegas, na época no curso de História Natural tivemos o prazer de conhecer e de aprender a amá-lo.
Seu jeito simples de transmitir nos inebriava. Às vezes você era caótico sabia? Faz-me hoje lembrar duas frases do inesquecível Chico Science de sua música Da lama ao caos: “eu me desorganizando posso me organizar; eu me organizando posso desorganizar”. Você com seu jeito “sui generis” sempre finalizava organizando nossas cabeças no aprendizado da Botânica e no aprendizado da vida.
Você se lembra Professor Geraldo do jogo das famílias vegetais, papel colado nas costas de um aluno com o nome da Família e as perguntas chaves para identificá-la? Seu jeito alegre de entrar cantando na sala de aula “flor calcarada, flor não calcarada. E foi desta forma que aprendemos sistemática e taxonomia com você.
Depois iniciamos a trabalhar juntos na UFPE no Instituto de Biologia, inicialmente quatro ex alunos seus, eu, Laise, Lucy e Osvaldo, posteriormente fomos aumentando de número, Zé Luiz, Galileu, Luzardo, ex aluno de sua cadeira em Famácia, que breve deixou nosso convívio.
Quando fui indicado pelo Reitor para ser  chefe do Departamento de Botânica, Professor Geraldo me perguntou se estava pronto para aquela tarefa e recomendou-me a leitura do Salmo 130, que tomei o cuidado de ler antes e o fiz também no dia de minha posse. Assim dizia o Salmo:
Senhor, meu coração não se enche de orgulho
Meu olhar não se levanta arrogante
Não procuro grandezas
Nem coisas superiores a mim
Ao contrário, mantenho em calma e sossego minha alma
Tal como uma criança no seio materno
Assim está minha alma em mim mesmo.
Quanta sabedoria daquele Educador. Chamava-me atenção para a entrega dos meus atos nas mãos de Deus.
O simples Catedrático Dr Geraldo Mariz, depois Decano do Departamento de Botânica. Tantas outras lembranças, a que me marcou mais foi sua humildade, seu jeito de ser, que não usava de arrogância como alguns PHDeuses que aos poucos iam surgindo, na Universidade após aquele tempo que éramos apenas Graduados. Na verdade não fomos só seus alunos, mas filhos queridos que guardarão você para sempre em suas lembranças, até que chegue nossa horas de nos juntarmos também ao Não Manifesto de forma intemporal e entremos juntos na também intemporal transformação do Cosmos.
Professor Geraldo vivia o aqui e o agora, sempre me falou, e acredito que para outros colegas "viva o dia de hoje como se fosse o último dia de sua vida". Sem dúvida, Professor Geraldo Mariz sempre foi e é um ser iluminado.

Seu Aluno,
Tadeu

7.01.2012

POR QUE DIVULGAR?

A revolução da informática vem mudando drasticamente a sociedade em que vivemos. É possível, se não provável, que esta revolução seja superior a revolução industrial, que teve seu início no Reino Unido em meados do século XVIII, expandindo-se pelo mundo a partir do século XIX.

Com ela ocorreram os desenvolvimentos de bases tecnológicas causando impacto profundo no processo produtivo a nível econômico e social. Essas novas bases tecnológicas modificaram a velha agricultura, a maquina substituiu em parte o trabalho humano antes puramente artesanal, estabelecendo-se principalmente uma nova relação entre capital e trabalho. Novas relações foram criadas entre as nações, tudo isto desencadeando o chamado liberalismo econômico ou, ao contrário, o liberalísmo econômico tenha sido o motor propulsor do despertar desta revolução.

Em consequência tem-se o início da chamada "cultura de massa", embora a mesma já atuasse de forma embrionária ha milênios, o capitalismo, sistema predominante da revolução industrial, a urbanização, a imprensa, rádio, televisão, etc. deram força ao movimento de massificação, cujo paradigma principal seria que "todos devem expor uniformemente seu comportamento perante o Estado e a sociedade como um todo, reagindo de forma padronizada aos estímulos externos".

Este paradigma vai de encontro à nossa capacidade de seres individualizados, donos de nossa forma de pensar, reagir àquilo que vai de encontro ao que caracteriza o ser humano como indivíduos livres. Podemos sim, compatibilizar nossas formas de comportamento de acordo com regras estabelecidas pelos Estado ou sociedade que vivemos, desde que não venham nos tornar em "massa de manobra" desta ou daquela forma de Governo, e sim como indivíduos ou grupo social lutarmos por nosso direitos individuais através da discussão e participação ou não de algo que nos seja imposto.

Assim, divulgar é preciso, para levantar questionamentos e/ou discussões que nos mantenham sempre alertas à chamada "cultura de massa" imposta por quem quer que seja, elemento ou grupo de elementos representantes de qualquer forma de "poder", Governo, Instituições Religiosas, etc.

Daí, como iniciamos este artigo, surgiu a partir dos meados do século XX a grande revolução da informática (paradoxalmente evoluida da revolução industrial), acompanhada pela tecnólogia da informação (TI) com surgimento e desenvolvimento cada vez maior da Internet e da crescente possibilidade de  acesso a este instrumento aos cidadãos, propiciando aos mesmos, democraticamente, o direito de expressão de nossa liberdade de externar nossas idéias e pensamentos, bem como levantar discussões contra quaisquer formas de dominação ou massificação da sociedade.

É bom ficarmos atentos, e bem atentos, ao uso da própria Internet, indo de encontro àqueles que a usam como instrumento de "cultura de massa", vale seguir uma das máximas de Jesus de Nazareth "sejam dóceis como as pombas e espertos como as raposas (.....) para que assim saibam distinguir o joio do trigo".

DIVULGAR É PRECISO para que possamos estar sempre informados de todos e quaisquer assuntos que ocorram nesta "aldeia global" na qual estamos incluídos.