Ora vejam só: esta semana vi na imprensa escrita a notícia do registro em cartório de uma Certidão para comprovação de uma união estável entre um homem e duas mulheres, à qual deram o nome de UNIÃO ESTÁVEL POLIAFETIVA.
O trio amoroso já havia procurado vários catórios sendo negado ao mesmo o registro da tal Certidão. Os protagonistas buscaram os cartórios para através do dito documento garantir a partilha da venda de uma casa e por consequência quando um deles morrer ficar assegurado aos remanescentes o direito da partilha dos bens.
Finalmente os atores da busca conseguiram seu intento e foi lavrado o termo de UNIÃO ESTÁVEL POLIAFETIVA,
O Oficial ou a Oficial do dito cartório justificou a validade do documento uma vez que os mesmos não eram casados civilmente, mas que mantiam a dita união em perfeita coexistência pacífica, e, que ainda existiam vários casos de uniões dessa natureza por todo País, de fato mas não de direito.
Acho que já está na hora de uma revisão das leis regularizando casos desta e de outras naturezas. Com relação aos homossexuais o problema está praticamente resolvido, várias notícias têm sido dadas de casamentos oficiais de pessoas do mesmo sexo, que recebe o nome técnico de CASAMENTO HOMOAFETIVO.
É bom afirmar que antes da aprovação do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, normalmente os cartórios já emitiam Certidões de UNIÃO ESTÁVEL HOMOAFETIVA.
Gostaria de chamar atenção para não ser acusado de Homofóbico que não tenho nada contra ao chamado popularmente "casamento gay" seja ele sob forma de Cerdidão de União Estável e agora União civilmente concretizada como CASAMENTO HOMOAFETIVO.
Minha sugestão é muito mais avançada e nada discriminatória, já que estamos ou pelo menos se diz que estamos em um regime democrático, diante dos fatos acima relatados pelo menos, os cidadãos que pagam impostos têm o direito de viverem da melhor maneira que achar em termos de relacionamentos afetivos.
Como DIVULGAR É PRECISO chamo atenção aos Senhores Legisladores sobre o emprego correto dos termos para os mais diversos relacionamentos, pois segundo as nossas leis fala-se em CASAMENTO MONOGÂMICO, não sendo a POLIGAMIA permitida por lei no País. Está na hora de ir fundo as nossas orígens linguísticas.
Para começar, os termos linguísticos utilizados, tais como "monogâmico" e "poligâmico" são errados "gamos" em grego siginifica gameto ou gameta, elementos celulares responsáveis pela reprodução. O espermatozoide é o gameta masculino e o óvulo é o gameta feminino.
Portanto, seguindo os termos da lei ao pé da letra, não estamos infringindo ou violando a lei se um homem manter uma união estável e pacífica com mais de uma mulher ou uma mulher viver uma união estável com mais de um homem, uma vez que isto não tem nada a ver com o termo poligamia.
A palavra grega que dá origem à palavra "mulher" em português é "gyne", daí que o médico que cuida da saúde genital da mulher é chamada de "ginecologista" e a palavra grega que dá origem à palavra "homem" em português é "andros".
Como gostei dos termos "poliafetivos" e "homoafetivo" vamos acabar com este termo superado denominado casamento e permitir por lei todos os tipos de uniões e sugiro os seguintes temos corretos aos Senhores responsáveis pela criação das leis e que estas sejam bem democráticas em termos dos relacionamento da diversidade dos gêneros:
Coexitência pacifica entre casais homossexuais e seus desdobramentos (transgêneres, travestis, etc.)
UNIÃO HOMOAFETIVA, se quiser manter o "antigo" termo casamento, então CASAMENTO HOMOAFETIVO.
Coexistência pacífica entre um homem e uma mulher, heterossexuais portanto:
UNIÃO AFETIVA ANDRÓGINA (andros=homem e gyne=mulher)
Coesistência pacífica entre um homem e mais de uma mulher heterossexuais
UNIÃO AFETIVA POLIGINICA. (duas ou mais mulheres, do grego gyne)
Coexistencia pacífica entre uma mulher e mais de um homem
UNIÃO AFETIVA POLIÂNDRICA (dois ou mais homens, do grego andros)
Se finalmente se adotasse a Coexistência pacífica entre heterossexuais e homossexuais e seus desdobramentos como dito acima, ai sim teriamos a verdadeira UNIÃO POLIAFETIVA, ou UNIÃO AFETIVA POLISSEXUAL
Aí seríamos um povo feliz, sem choques com Leis e Códigos e todos seriam beneficiados somente com uma simples Certidão de contratos em cartórios sem as interpretações discordantes e sem burocracias.
Tadeu Costa
Tadeu Costa